Desabafo anônimo: Mas ele não quis.

quinta-feira, janeiro 28, 2016


Escrito sexta-feira, 23/10/2015.
Vejo muitas pessoas hoje titulando-se de trouxas, bestas, que já choraram por fulano, já fez isso e aquilo por sicrano e nunca foram reconhecidos pelos esforços e dedicações para com o outro. Já tentei tanto, mas tanto, estar com um cara que fui capaz de sair de casa sem grana, só com a roupa do corpo e pouca passagem no vem, praticamente no fim do mundo, no final da noite, só para vê-lo de longe. Fiz diversas loucuras por ele, não pensava nem duas vezes quando ele ligava dizendo que queria me ver. Na cama eu não media esforços para enchê-lo de prazer; eu estava em suas mãos e eu queria estar ali, mas ele, sem nenhuma razão nem motivo, não me quis. Eu nunca quis e nem lhe pedi nada, não pedi fidelidade, não pedi atenção, carinho e muito menos seu amor, pois o que ele pudesse me dar já seria tudo. Para mim não tinha hora, lugar e situação, eu só queria estar em seus braços, eu ia até o fim do mundo só para sentir seu cheiro; mas ele, sem razão nem motivo, não quis. Ele pediu para que nós não levássemos isso para depois, mas que depois? Dane-se o depois, eu nem sei se o amanhã vai vir, eu só queria estar ali junto a ele e queria isso agora, enquanto houvesse tempo, não queria perder as possibilidades; mas ele, mais uma vez, não quis. Não me sinto trouxa por saber que fiz tudo por ele e ele não se importou e nem aproveitou minhas tentativas de fazê-lo bem e feliz, de mostra-lo que eu estou aqui de corpo e alma, disposta a qualquer coisa para agradá-lo. Trouxa é ele que não se permitiu, que não deixou fluir e não aproveitou a mulher que se dispôs a tudo e mais um pouco. Agora, meu caro, essa daqui partiu pra outra e não volta mais. Fique aí com os seus medos e inseguranças, continue preso ao seu passado medíocre e quando a ficha cair, pois eu sei que vai, não ligue pra mim, eu estarei bem longe daqui -mesmo morando no bairro ao lado. A culpa é sua que me deixou ir.

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