Amigos Fotógrafos: Tato Rocha.

by - sexta-feira, novembro 27, 2015


Me chamo Tato Rocha. Sou repórter fotográfico, cinematográfico e editor de vídeo no Jornal do Commercio. Tudo isso são só nomes bonitos pra um fotógrafo que faz vídeos. A nomenclatura que mais gosto é videomaker.


Antes de chegar na área da imagem, passei por outras e acredito que essa passagem por outros campos foi fundamental na minha formação como observador. Aos 16 anos terminei o ensino médio e entrei no curso de Automação Industrial no Senai, aos 18 eu já estava formado e trabalhando numa multinacional. Na época eu queria ser militar e estudava para o concurso de oficiais do Exército ao mesmo tempo que me preparava pra o vestibular de Engenharia Eletrônica, concurso esse que tentei por 5 anos seguidos em duas universidades diferentes.
Infeliz ou insatisfeito não são as palavras que eu usaria pra descrever meu estado de espírito nessa fase, mas eu não me sentia no controle da situação. Eu e meu irmão sempre fomos muito ligados ao cinema, ao desenho e a outras atividades que envolviam criatividade. O período que passei trabalhando numa fábrica serviu pra me mostrar não era bem aquilo que eu gostaria de fazer até minha morte ou até me aposentar. Foi então que resolvi enfrentar o maior desafio que já tive até hoje: abandonar o mundo das ciências exatas e da industria para seguir meu caminho no mundo da imagem.
Aos 20 anos fiz o vestibular para o curso de Fotografia na Universidade Católica de Pernambuco e para Cinema na UFPE. Passei nos dois mas decidi cursar apenas o da Unicap por parecer menos teórico e mais "mão na massa". Não tive apoio dos meus pais, que diziam que essa área é sem futuro e que eu não teria como me garantir trabalhando com isso. Tive que financiar meus estudos. Trabalhei no Diario de Pernambuco como editor de vídeo por um tempo, fiz vários trabalhos por conta própria e há quase 2 anos comecei minha jornada no Jornal do Commercio, onde estou até agora, com total apoio da minha família.
No JC tive e tenho uma liberdade quase total pra colocar pra fora minha criatividade. Conheci fotógrafos que têm de tempo de carreira o que eu não tenho nem de idade, pessoas que carregam muitos prêmios estaduais, regionais e nacionais. Pude aprender demais com esses caras e, ao mesmo tempo, ensinar coisas sobre a fotografia na internet e vídeos pra o meio digital, algo que eu diria ser minha especialidade no momento.
Há oito meses fui a um Instameet, onde conheci muita gente criativa e de sangue novo. Resolvi cuidar do meu Instagram da forma que ele merecer e tenho tido bons resultados. Toda essa coisa de conhecer pessoas novas, fotografar mais com o celular e pensar na fotografia vista numa telinha afetou minha forma de ver as coisas, sem me deixar esquecer a grandiosidade do cinema, meu objetivo inicial e principal.
Se eu puder deixar uma mensagem as pessoas que chegaram até aqui, eu diria que permitam-se mudar. Não assuma uma posição ou comece algo para agradar os mais próximos ou porque a sociedade acha bonito se não for isso que você realmente acha legal pra você. Não procure o emprego mais seguro pra, só depois, ir fazer o que gosta. Faça o que gosta e seja o melhor naquilo que faz e se torne uma referencia para as outras pessoas. Assim seu lugar será mais seguro que o daqueles que só o fazem seu trabalho por obrigação.

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