O que há em mim.

by - terça-feira, outubro 07, 2014

Homem meu, escute-me. Eu não sei como me adaptar a esse jeito de ser tão amada por ti. Minha escrita está estranha e até mal-dita. Estou lendo um livro educativo e até bom, quase um "A culpa é das estrelas" de 1960. Quero ser iducada como a autora do livro, que ao contrário de mim, era negra, favelada e mãe solteira. Já eu sou amarela, cabelos dourados, bem empregada e enamorada. Mas que negra iducada e descente como ela mesma a descreve. Quero escrever como ela para impressionar-te, quem sabe. Olhe, venho-lhe falar de um medo meu. Só meu. Veja bem, meu amor, eu sei o quão amada eu sou. Sei o quanto eu te amo também. Mas olhe pra mim, meu bem, o que tenho eu de bom? Acho que só esse engrandecido amor que nem cabe em mim. É, eu sei que quase nada me cabe, pois pequena e magra eu sou. Não é defeito esse medo mas arreta-nos. Não pense você que eu duvido te ti. Não! Eu confio por demais até. E de tanto confiar e amar vem o medo que há em mim. Medo de perder-te. Quem ama cuida e sente medo. Medo de não estar com aquele tão amado e desejado por dias e dias. Restos dias. Nossos dias. Ignore os erros daqui. Perdoa esse português de quinta e receba o meu amor de primeira qualidade. Ele é que vale e preenche a vontade de te ter ao ladinho meu.

You May Also Like

0 comentários